Para fazer "Quando a gente para, o mundo roda", trocou temporariamente de olhar, de expressão, de certezas. Do olhar de escultor para o de fotógrafo, pintor. Irrequieto e um dos nomes mais importantes da arte contemporânea brasileira, Ernesto Neto é carioca: "O mundo é feito de pessoas lindas no seu dia a dia, na sua poesia; todos temos uma luz dentro de nós, e essa mostra é sobre a luz que exalamos e, acima de tudo, sobre a luz como quadro e tempo - fotografia é luz e a luz apanha o tempo - olhamos e já passou.
E eu tive o privilégio de ser uma dessas pessoas - com luz acumulada depois de um dia de gente feliz no Rio de Janeiro - enfim pronta pra me deixar levar pela brisa quente e descompromissada que soprava das fotos. O que eu via? Um dia de praia, "amigos, vizinhos, desconhecidos...ilustres seres cheios de alma e de vida", nas palavras do artista. "Suas fotos parecem dissolver o contorno das coisas, saturar os tons da realidade"- diz Ligia Canongia curadora da Galeria Laura Alvim - espaço para a arte contemporânea no Rio, que abriga exposições que propõem, como esta, um novo olhar sobre artistas de renome.
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| Iguaria carioca e prato principal do coquetel de abertura da expo. |





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